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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quando restam apenas seis meses de vida...

14 de junho de 2010: "Você tem mais seis meses".

A primeira reação é reação nenhuma. Blackout.
O mundo gira à sua volta.
O Tudo e o Nada dançam juntos no vazio sem fim da sua mente.
E depois as sensações mais absurdas..
Sentimentos que se alternam num carrossel infindável de pensamentos que vêm e vão.
Confusão!

Mas com o tempo a mente desanuvia e tudo passa a fazer sentido.
Todos os anos passados são colocados em uma balança diferente...
Que só sente o peso do que realmente tem valor.

Há anos sou apaixonada pela vida...
E há anos me pergunto como seria se me só restassem seis meses.
Agora isso é real... Agora eu sei...

Sei que sua vida assume um novo rumo e você realinha suas prioridades.
Perde o medo de dizer não às ideias dos outros para manter seu foco...
E se dedicar em cumprir o propósito pelo qual foi chamado a viver.

Sei que se torna curta a paciência com preciosismos...
Já não há tempo para conversas e debates intermináveis que não levam a lugar algum...
Torna-se tão urgente viver que a teoria só faz sentido quando resulta em alguma ação proveitosa.

Você muda a forma de tratar as pessoas...
E as pessoas que sabem da sua situação começam a agir de forma diferente do que faziam quando pensavam que você estaria para sempre aqui.
Já não faz sentido se magoar por conta de coisas pequenas... Nem grandes.
Você descobre um nível mais profundo e constante do Perdão.

Quando tudo tem um prazo para acabar, aparências se tornam algo tão desimportante!
Andar na moda, ter os melhores equipamentos, saber os últimos acontecimentos, status...
Tudo parece tão ridiculamente efêmero... Tão infantil!
O coração clama por essência!

E nasce uma sede por relacionamentos verdadeiros e reais.
Já não importa quantos amigos você tem no Orkut e no MSN...
Tanto faz quantos te seguem no Twitter...
Importa quem sabe quando você está feliz ou quando não está bem, e se importa... E ora com você.
Importa quem reconhece o tom da sua voz, o som dos seus passos, sua risada, seu olhar...
Caminhar juntos, tocar no ombro, abraçar, conversar, ou não fazer nada.
Mas ser real. Estar presente. Edificar.

E a vida se torna rica!
Ah... Como fazem diferença os detalhes!
Um novo mundo se descortina aos seus olhos repleto de sons, cores e sensações!
Pequenos gestos trazem tanto significado... Pequenos momentos trazem tanta emoção...
E a vida transborda no coração!!!

E muda muito o seu relacionamento com Deus.
Não por medo do fim, mas por amor.
E pela assombrosa convicção de que tudo passa...
E a vida com Ele é a única coisa que permanece.

Trata-se do impacto de perceber que seu tempo é bem mais curto do que pensava.
E você ama mais, canta mais, dança mais, dá mais risada, chora...
A consciência de que a vida é um sopro...
Hoje aqui; amanhã não mais.
E que o tempo para viver é esse. Agora!

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No dia 14 de junho descobri que minha vida vai mudar drásticamente em dezembro deste ano.
Minha igreja, meus amigos, meu serviço, minha casa, minha cidade... Tudo.
E pensar em dizer adeus a tudo me fez reavaliar meu modo de viver estes últimos meses.
Não sei como vai ser meu próximo ano. 
Mas percebi que a vida é mesmo curta.
E quem garante que não acaba amanhã?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

70 X 7 = 16.5.18.4.1.15

Neste mês, por conta do assunto em pauta - Relacionamentos -  na série atual de mensagens e estudos da minha igreja, estamos descobrindo uma matemática complexa, em que 70 x 7 = 16.5.18.4.1.15. Você sabia disso?

Pois é. E eu acho fantástico como às vezes Deus me faz sentir na pele a dificuldade de viver o desafio que eu estou propondo aos meus alunos - a saber, "Transfformar", a classe de adolescentes mais formidável do mundo!!!

E foi assim que ontem, depois de um dia difícil, me vi diante do Senhor lutando com algumas das verdades das nossas últimas aulas:
 # perdoar aos outros é a única resposta aceitável diante do imensurável perdão recebido do Senhor - Cl. 3:13
É uma questão lógica. Comparativamente, as ofensas contra mim são nada diante das minhas ofensas contra o Senhor. Então como posso pedir o perdão Dele se não perdoo aos outros?

# perdoar NÃO é uma questão sentimento; é uma questão de obediência - Ef. 4:32
Então dizer "eu não consigo perdoar" é incoerente. Uma coisa é ser curado emocionalmente, outra coisa é perdoar.

# o perdão oferece o que a pessoa precisa; não o que ela merece. É um reflexo do perdão do próprio Deus. Sl. 103:10
Se me baseio no merecimento ou não de alguém estou oferecendo julgamento, não perdão.

É tão mais profundo esse assunto... Mas deu para entender por que 70 x 7 = 16.5.18.4.1.15 ?

E meu dia terminou ao som de uma música dos meus tempos de infância que Ele me fez lembrar:

Ensina-me

Ensina-me a amar, mesmo quando só há ódio ao meu redor
Ensina-me a dar, mesmo quando não há nada a receber
Ensina-me a aceitar tudo o que tens preparado para mim
Confiando que tudo está nas Tuas Mãos
E que tudo vem de Ti, Jesus.

Ensina-me a adorar, mesmo quando há pranto em meu coração
Também a perdoar, como a mim tens revelado o Teu Perdão
E que eu possa ter mais sede de Te conhecer melhor
Cada dia mais vontade de estar ao Teu redor

Escutando o Teu falar,
Sentindo o Teu amor,
Vivendo junto a Ti, Senhor.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O Grande Dilema "BB4UDO!!!"

Hoje enquanto tentava ler a bíblia e meus pensamentos voavam para tudo o que tenho para fazer, pensei no quanto a pressa que toma conta dos nossos dias me influencia... E me prejudica.
Ler rápido, orar rápido e ir cuidar da vida...
Momento devocional estilo fast-food. Superficial. Pobre. Quase inútil!
Então me lembrei de um texto que escrevi há alguns anos atrás no meu diário espiritual numa dessas lutas no maior estilo Marta e Maria - FAZER X SER - lembrando do que o Pr Tim sempre dizia durante os nossos projetos missionários: BB4UDO! - be before you do! - SEJA antes de você FAZER.


"Quem foi que inventou esse cristianismo ativista?
Esse frenesi por atividades, eventos e programas sob o pretexto de ser igreja?
Mais fazer! Mais fazer!!
E nessa tanto faço que já não sei mais quem eu sou.
E simplesmente me torno aquilo que faço. E já não sou, faço.
E parece tão nobre, tão sacrificial, tão servil!
Meu tempo, meu dinheiro, minhas forças... Tudo empregado no mais fazer.

Servir?
Não! Isso é um grande engano!
O servir ensinado e vivido pelo Senhor Jesus vai muito além do ativismo religioso!
Porque começa no coração!

Acima de tudo o relacionamento com o Pai.
E depois disso, relacionamento com as pessoas.
Mas não é isso que o ativismo religioso vive. Porque na verdade, enquanto estou consumindo minhas forças, saúde e emoções nas atividades, muitas vezes estou deixando de lado minha família, meus amigos e os relacionamentos que eu deveria estar cultivando.
E o triste é que geralmente, minha motivação para todo esse "servir" sou eu mesma.
Não Deus nem as outras pessoas. Eu.
Porque se meu amor maior fosse mesmo agradar a Deus, eu buscaria, com todas as minhas forças, desenvolver meu relacionamento com Ele, minha adoração verdadeira!
Afinal, Jesus não disse que o Pai procura por trabalhadores que trabalhem em espírito e em verdade, mas por adoradores que o adorem em espírito e em verdade!

Mas é difícil adorar!
Muito mais fácil é trabalhar, porque o trabalho dá prazer.
Sim!!! O prazer de se sentir útil, de ter uma causa pela qual consumir suas forças...
Prazer de ver seu nome mencionado, ser reconhecido!
Prazer do trabalho em equipe e a comunhão...
Prazer de ouvir, no final, alguém dizer: "Uau!! Foi muito bom!! Parabéns!!"
Já com a adoração não é assim.
O relacionamento é só entre Deus e eu.
Ninguém para bater palmas e dizer: "Muito bem!!! Uma hora de oração!! Que lindo!!"
Muito pelo contrário!!
Ao invés de mostrar minhas habilidades aos homens, no momento às sós com Deus eu me desfaço da capa e mostro a Ele todos os meus pecados e fraquezas.
Ao invés de correr de um lado para o outro dizendo a alguém o que fazer, eu simplesmente me quedo em silêncio e ouço de Deus o que eu preciso ser.
Ao invés de me sentir grande, me sinto pequena.
Ao invés da sensação de "Como é bom ser útil!", a sensação de "Como eu sou incapaz! Não sou nada se não for Deus em mim! Tudo o que tenho e o que sei vem Dele e Ele pode fazer de mim o que bem quiser! Pode levantar outras pessoas e capacitá-las a fazer bem melhor do que eu... Pode tirar essas habilidades de mim.. E enfim... Não sou melhor do que ninguém. Deus pode usar outros tanto quanto a mim."
E por isso trabalhar é bem mais fácil do que buscar a intimidade com o Pai.
Porque enquanto trabalho, meu "eu" é exaltado.
E enquanto adoro, meu "eu" é esmagado para que CRISTO seja em mim.
E por isso é engano se deixar levar por um sistema que passa sempre a falsa ideia de que quanto "mais cristão", mais trabalho para Deus, porque aos olhos de Dele, quanto "mais cristão", menos eu busco o fazer e mais eu busco o ser, para então ter a certeza de que o que estou fazendo é verdadeiramente para o meu Deus seja engrandecido, e não o meu eu."

02 de outubro de 2007.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sete Regras Básicas para conseguir meu voto


1º - Não faça palhaçada no Horário Eleitoral (com o devido respeito aos formidáveis palhaços que conheço), me tratando como se eu fosse alguma tonta que vai votar em alguém com base no grau de ridicularidade, fazendo pouco caso da minha inteligência e da minha nação! Escuta bem: Minha geração gosta de descontração, liberdade e quebra de paradigmas. Mas isso NÃO significa que somos alienados que não sabem o valor do que deve ser tratado com seriedade. Me poupem! Vocês me envergonham!


2º - Se sua candidatura é baseada no fato de você ser "evangélico" ou "cristão", por favor me evite. Nada contra a sua fé, mas eu tenho uma crise só de me imaginar votando em alguém que se diz cristão e mais tarde vai envergonhar o nome de Cristo. E pelo amor a Deus mesmo, não se ofereça para fazer campanha na minha igreja, porque não vai rolar. Consciência de responsabilidade como cidadãos sim, discussões sobre política sim, mas tentar ganhar voto para alguém, absolutamente não!


3º- Não perca seu tempo me mostrando como você é pop. Não vou votar em alguém só porque é famoso, esteja em descendência de sua carreira artística ou não. E por falar em fama, não tente me convencer com base em quem apóia você. Seja o seu amigo político, artísta ou religioso, entenda: não me interessa quem você conhece; me interessa quem você é. Se você não consegue sozinho mostrar do que é capaz, como vai lidar com todas as pressões quando precisar defender sozinho alguma questão governamental?


4º - Você não tem formação superior, mas quer meu voto? No, thanks. Acredito MESMO na Educação como base fundamental para o desenvolvimento da sociedade e tenho para mim que se alguém não considera importante investir na sua própria educação antes de concorrer a um cargo público, é porque não valoriza muito a Educação; nem sua e nem do povo.



5º - Sim, é muito válido saber se suas opiniões e propostas são compatíveis com o que acredito ser o melhor para a nossa sociedade, mas quero saber qual a ideologia e as ações do seu partido e os demais coligados ao seu. Você sabe, já estamos bem calejados com essa história de "se eu for eleito, vou...". Conheço essa história e sei que no nosso sistema de governo ninguém decide nada sozinho. Sei que as melhores intenções são quase nada quando se deparam com os interesses do grupo para o qual você trabalha.




6º - Me mostre quais foram as suas ações públicas que contribuiram para melhores condições de vida da nossa sociedade. Sim, claro. Ou vai me dizer que quando chegar lá você vai começar a fazer algo que não fez até agora? E note bem: com "melhores condições de vida" não quero dizer doações que amenizam temporariamente as dificuldades. Me refiro a soluções REAIS que trabalham na raiz dos problemas.



7º - Se em todas as questões acima você se mostrar um bom candidato, meu voto é seu. Contudo, para garantir, não deixe que eu veja aqueles milhares de papéis com sua carinha espalhados pela rua no dia das Eleições. Ora, por favor!!! Isso contradiz qualquer proposta de melhoria social!! Como alguém pode dizer que se preocupa com o povo se não se preocupa em preservar o meio onde o povo vive?


Sinceridade, sempre me esforcei muito pouco para escolher meus candidatos. Sou profundamente revoltada com a política - tá, eu sei que a Política é uma ciência bela e tals, mas quando falo em política estou me referindo ao que se transformou a política e não à ideologia inicial.

Continuo desacreditando que haja alguma esperança real para a sociedade por meio da política, mas neste ano pensei que queira eu ou não, é a política que estabelece o governo que determina os destinos do povo do país onde eu vivo. E por amor ao meu país e ao meu povo, é minha responsabilidade escolher bem as pessoas que estarão lá, mesmo não crendo que qualquer um deles será perfeito.

O único que é Perfeito não pode ser escolhido por um voto, porque Ele mesmo já nos escolheu para sermos seus. Não por sermos bons candidatos, mas pela mais pura Graça e Misericórdia. Aquele que nos garante vida plena e uma esperança real; não por quatro ou oito anos, mas por toda a Eternidade!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Morte do Plano de Cinco Anos

Escrito por Craig Groeschel. Achei o máximo!!! É assim que eu penso também e gosto demais do incrível paradoxo que é a LIBERDADE maravilhosa de viver na DEPENDÊNCIA de Deus!!!
"Quando eu comecei no ministério, há duas décadas, todo mundo que eu conhecia fazia planos de cinco anos. Embora o planejamento seja sábio e bíblico, estou mudando a forma como eu planejo.

Em vez de planejamento específico para construções, terrenos, funções e expansão, estou planejando estar preparado para as oportunidades que eu não posso definir hoje. Estou criando uma margem de planejamento e de resposta rápida às idéias que ainda não tenho.

Velocidade, agilidade, flexibilidade e margem financeira é muito melhor do que um roteiro detalhado.
Estamos em posição de prontidão. Em vez de pedir a Deus que abençoe os nossos planos cuidadosamente preparados, estamos tentando estar preparados para se mover quando Ele fala e guia.

Quando as pessoas me perguntam o que vou fazer em cinco anos, eu dou risada. Eu não faço a menor idéia! Mas estou certo de que será mais divertido e mais impactante do que qualquer coisa que eu poderia planejar hoje."

Post original em: http://swerve.lifechurch.tv/2010/08/16/the-death-of-the-five-year-plan

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O Valioso Tempo dos Maduros


Não sei se tenho mais passado do que futuro, mas sei que o amanhã é extremamente incerto e a vida passa ligeira demais. Me identifico com a urgência pelo "viver a essência", apresentada no texto de Mário de Andrade:

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas...
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade!
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Viver é Optar

Pensamento de autoria desconhecida que eu li há alguns anos, e que me lembrei ontem, enquanto pensava nas decisões que preciso tomar:

É disto que é feita a vida: de opções.
Das mais insignificantes às mais relevantes.
Para cada opção corresponde uma renúncia.
Diante disto, surge a vontade de "ficar em cima do muro".
Esta é uma opção ilusória.
Um belo dia, o muro desaba, ou você perde o equilíbrio e cai, ou alguém - ou algo - te empurra dele de volta para o chão.
E você pode cair justamente do pior lado, por um mero acaso, não por uma opção consciente sua.
Saber viver é isto aí: tentar fazer sempre a melhor opção e conviver com a renúncia que ela trará.