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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O presente de quem ama

É engraçada essa história de amar - esse amor que, mesmo sem receber, está sempre pronto a doar.
Porque mesmo contrariando toda a expectativa das alegrias exaltadas em prosa e verso, quando alguém decide amar sem egoísmo, descobre a Graça.
E quanto mais ama, mais aprende a amar. E da Graça recebe o presente... Uma plenitude tão profunda e rica que certamente nenhuma alegria poderia lhe dar.

domingo, 3 de junho de 2012

Tempos modernos...


Era uma vez um menino...

Vivendo seguro debaixo dos cuidados de seu pai ele desfrutava da alegria de uma vida tranquila. Jogava bola, brincava, se divertia... E quando ficava escuro ele sabia que precisava voltar.

Obediente às ordens do pai, cuidava em agir como ele queria. Afinal, como sempre percebia, era seu pai quem lhe cuidava e provia tudo o que precisava... E até mais.

Mas o menino cresceu...

E aos poucos foi deixando de pensar que seu pai sabia o que era melhor. Começou a questionar as regras e em algum tempo já não havia espaço para a gratidão em seu coração. Porque tudo o que ele queria era ser o dono do seu próprio nariz.

A revolta cresceu, até o dia em que decidiu: "Não fico mais aqui. Afinal, quem meu pai pensa que é para dizer o que é melhor para mim? E aliás, quem garante que ele seja mesmo meu pai?"

E lá se foi o jovem rebelde viver os caminhos que ele mesmo faria.  Viver sua liberdade, sua autonomia.
A princípio com certo receio, mas logo sem medo algum, ele quebrou todas as regras... Ultrapassou todos os limites.

"Agora sim a vida que eu sempre quis!"

Ansioso por provar a si mesmo que não precisava de nada que lhe havia oferecido seu pai, partiu para uma busca intensa de criação das suas próprias ferramentas que lhe permitissem controlar e dominar o mundo!

Mas os instrumentos que ele criava feriam-lhe as próprias mãos e já não podia trabalhar sem sofrer.

E conforme os anos passavam ele não percebia que quanto mais se afastava, mais ele se perdia.

No anseio de conquistar sua liberdade, aquele jovem, agora homem, tornou-se escravo dos caminhos que ele mesmo escolheu.

Estaria ele disposto a lembrar-se e reconhecer a importância dos princípios ensinados por seu Pai?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Sobra... e falta

Sobra euforia, falta contrição.
Sobram banalidades, falta reflexão.
Sobra religiosidade, falta sabedoria.
Sobram opiniões, falta conhecimento.

Sobra "face", faltam faces.
Sobra "curtir", faltam abraços.
Sobram "smiles", falta o sorriso.
Sobram comentários, falta o som da voz.

Sobram teorias, falta simplicidade.
Sobram aparências, falta essência.
Sobra entretenimento, falta plenitude.

Sobra virtualidade, falta vida.
Sobram amigos, falta presença.
Sobram redes sociais, faltam relacionamentos.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O peso da História


Confesso que nunca me importei com História. Tudo bem, era interessante ouvir os relatos dos acontecimentos, mas só. Por que me importar com o que já passou? "Bom, Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 1.500... Aconteceram duas Grandes Guerras, uma delas terminou em 1.945 e é isso aí... Agora vamos ao que interessa..."

E me envergonho por ter vivido assim. Eu estava errada. Muito errada! Descobri que na verdade tudo o que já aconteceu tem uma relação direta com a minha vida e com as escolhas que eu faço hoje.

E quanto mais estudo a História, mais me surpreendo com o peso que ela tem! Tudo o que vivemos hoje é fruto de decisões, ideias e eventos ocorridos em algum ponto do passado, assim como o que estamos vivendo hoje de alguma forma influenciará o que acontecerá no futuro.

É ilusão querer viver o presente e pensar o futuro sem olhar para o passado! Winston Churchill disse: "Quanto mais para trás você pode olhar, mais à frente é provável que você veja".

Ora, se vivemos buscando e baseando nossas práticas em ideias, teorias e pensamentos que foram produzidos lá atrás, é fundamental conhecer o contexto em que elas se desenvolveram antes de concluir se são aplicáveis ou não aos nossos dias.

Além disso, é impressionante perceber o agir de Deus através da História ao mesmo tempo em que vemos o Homem vivendo os resultados de suas escolhas - esteja ele consciente disso ou não.

James E. White, em seu livro "A mente cristã num mundo sem Deus" faz uma analogia interessante ao dizer que na língua inglesa a palavra História (History) poderia ser a junção do pronome possessivo His (Dele) com o substantivo story (narrativa de uma série de eventos). Ou seja, His story - a história de Deus.

Ou seja, não se trata apenas de valorizar o estudo da História como forma de manter as memórias de um povo, como eu aprendia. Se trata de se empenhar numa busca sedenta por entender o que nos trouxe para onde estamos, porque é a partir desta raiz que saberemos o que precisamos preservar e como podemos agir no mundo e construir a nossa história para a glória de Deus.


* Esta imagem faz parte do site HyperHistory, um recurso excelente para entender melhor onde se localizam, na linha do tempo, os eventos e pessoas que marcaram a História.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Conflitos

Na jornada da vida, de tempos em tempos nos deparamos com situações de conflito. São eventos que nos arrancam do torpor da rotina. O caminho a que já estávamos acomodados se transforma em uma ponte estreita e frágil sobre o abismo. 


Confusos, somos forçados a rever nossos conceitos, nossos valores, nossa forma de viver. Os pilares balançam. A incerteza causa desequilíbrio e traz o medo de cair. Não ter o controle provoca dor.

Nesses momentos, inevitavelmente fazemos uma escolha: voltar atrás para a segurança daquilo que sempre foi ou seguir adiante e enfrentar difícil o processo de descobrir novos caminhos e as renúncias que essa decisão trará.

O que muda tudo é: a quem você decide dar ouvidos quando toma essa decisão?






quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Deixar vir...


Despertar... 
Reunir forças para abrir os olhos para a realidade.
O sonho acabou.
A dor de desapegar-se de toda a doçura e acalento que ele trazia.
A luz do sol entra suave pela janela...
É manhã.
Ouço o farfalhar das folhas ao balanço da brisa.
Folhas... Ainda sonho ou já despertei?
Confusão...
Medo de me alegrar com o que não é.
Perder o que não se tem...
A luta entre estar segura e estar vulnerável.

Um instante! Eu me lembro agora.  
E a confusão vai dando espaço à alegria que a verdade traz.
Tomo coragem e caminho devagar. Afasto a cortina.
Sorrio.
Um campo repleto de flores belas e perfumadas.
O sonho é verdade e me sorri.

O sublime momento em que os braços se abrem...
E lentamente deixam vir o que é seu.
O coração não voa mais. Pertence.


Despertar...

É o começo de um novo dia.



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A doçura do verdadeiro amor...

Livros são mesmo uma maravilha sem fim!
Nesta semana, descobrindo os livros que meus pais trouxeram da última conferência em que participaram, encontrei mais um achado lindo!!
Chama-se Palavras de Amor, de Michael Haykin com Victoria Haykin.


Embora a princípio pareça algo muito água com açúcar, na verdade contém preciosas palavras!
Grandes homens que marcaram a história do Cristianismo aparecem neste livretinho expressando um verdadeiro, profundo e sólido amor por suas esposas e algumas delas por eles também.


Entre elas encontrei as cartas de Samuel Pearce e achei tão lindo ver tanto carinho e amor sendo expressados  mesmo depois de anos de casamento, renovando minha certeza de que o amor que nasce no Senhor pode sim ser lindo e terno, não importa quanto tempo passe.


Trechinhos de duas dessas cartas aqui:


De Samuel Pearce para Sarah Pearce


Londres, 7 de setembro de 1795


... A cada dia que passa, não somente aumenta minha ternura por ti, como também meu apreço. Como o meu chamado me leva a conviver com muitas pessoas, em todas as classes sociais, diariamente tenho oportunidades para observar o temperamento humano e, depois de tudo quanto tenho visto e pensado, tanto o meu julgamento quanto minhas afeições ainda comprovam que, para mim, tu és a melhor dentre as mulheres. Já estamos unidos há muito tempo pelos laços conjugais para permitirmos que haja desconfiança de adulação em nossa correspondência ou em nossa conversa... Estou contando os dias em que espero poder me alegrar novamente em tua amada companhia.


Dublin, 24 de junho de 1796


... De minha parte, comparo esta carta a um tipo de galanteio, o qual me é mais agradável do que um galanteio costuma ser, devido à certeza de sucesso e por saber que minha amada noiva é muito melhor do que eu esperava. Hoje, o meu desejo de conquistar o teu coração não é menor do que quando pedi a tua mão. E a certeza de possuir-te não tem diminuído o prazer da expectativa de chamar-te minha, quando nos encontrarmos novamente... Oh, nossa preciosa lareira! Poderemos sentar bem juntinhos e estar a sós novamente. Espero que não demore muito até que eu possa desfrutar essa felicidade de novo. 
                                                   ***
Lindo, não?